sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ainda não morreu, ainda não morri

O titulo tá meio morto não?
Ok, não tenho ideias melhores.Desculpem o sumiço, se é que há alguem para desculpa alguma coisa.
Do contrário olá novamente fantasminhas.

Eu sumi... nem sei por que.Acho que tem haver comigo, inconstante, instável sabe como é né?

Eu andei descobrindo, durante este tempo, que eu venho crescendo.E isso está doendo agora, talvez eu ainda cultivasse a esperança de ser pra sempre aquela menina, a menininha do meu pai.A gente fica grande, ganha responsabilidades e as vezes nem estamos preparados para isso.
A gente cresce e não sabe mais conversar, digitamos textos infindaveis, mas conversar, falar, isso é muito complicado.
Desaprendemos a sorrir, desaprendemos a acreditar.Talvez eu só precise de um algodão doce para vomitar

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

...e então, a vida muda e você percebe que as coisas não estão da forma que você imagina que estariam, não adiantaram de nada, todos aqueles anos em que você passou fazendo os planejamentos para seu futuro, foi tudo apenas tempo perdido e então agora talvez seja uma boa hora para se arriscar a viver

domingo, 15 de agosto de 2010

About anorexic and bulimic

Sabe...elas matam.Matam mesmo, elas te fazem estar morta mesmo enquanto você respira, elas vão matar seus pais e namorados, elas vão consumir seus sorrisos e sua alma e você ainda vai acha-las legais quando não puder mais andar, por que elas irão aos poucos roubar tudo de você e então elas serão todo o resto que sobrou de uma vida fracassada amarga e cansada.

Sobre novos começos



...e então eu cai mais uma vez.Olhando para os lados, não havia ninguém para me dar a mão e ajudar a levantar dessa vez, ninguém que me beijasse a face e me aninhando em seu colo me confortasse dizendo que logo a dor iria passar.
Eu estava sozinha.Talvez por uma escolha minha.Aliás, com certeza por uma escolha minha.Eu escolhi este caminho, onde só se segue em frente até o fim, de verdade.
E então eu estava ali no chão, sem força, ou vontade de levantar, eu fiquei no meu espaço olhando o mundo correr, eles corriam, conversavam, me irritavam, me ignoravam, mas jamais olhavam pra mim.Eu ainda estou no chão, medindo quantos passos ainda restam para o fim, quanto eu ainda irei caminhar, se eu posso continuar sem tropeçar, sem cair ou cambalear.
é, eu vou tentar mais uma vez, e desta vez, eu vou até o fim.Já consegui controlar as dores que trago por dentro, meus medos e angustias, já me acostumei com tudo isso.Acho que agora é um novo começo e eu estou com pressa...

estarei aqui e ali, e em todo lugar até depois do fim.

domingo, 1 de agosto de 2010

De onde eu venho

Eu nasci e cresci em um lugar onde as pessoas se conhecem.E 'e esquisito isso hoje em dia, quero dizer, nessas outras cidadades, grandes e infinitas, as pessoas dificilmente viram o rosto de todas as quer moram la, vivem com o medo de serem roubadas, de terem seus filhos influenciados por mas companias, tem medo.
As vezes eu ambicionei ir morrar em um lugar desses, com shoppings, cinemas, museus, teatros, mas hoje ja nao me facinam tantos esses formigueiros humanos e todos esses delirios consumistas.
Essas ferias foram o suficiente para perceber que eu me perco em lugares onde existem muito mais que 2 bairos, que eu nao gosto de tantas pessoas me olhando e podendo tirar conclusoes precipitadas sobre mim e toda aquela historia de dormir com os portoes fechados e os olhos abertos.
Eu so acho que esses lugares onde a gente gosta das coisas simples e dos sorrisos e das gentes sao bonitos para se viver, e aprender a viver, e aprender a gostar enfim.Eu gosto desses lugares.

Tudo isso pq talvez ano que vem eu nao esteja mais aqui, e sim me perdendo no meio de outras tantas pessoas apressadas correndo de um lado para o outro sem saber quem eu sou.Talvez eu deva tentar me encontrar antes que tudo isso acabe.

(desculpe a falta de acentos o teclado esta louco, desculpe os erros de portugues e os desastres ortograficos estou tentando melhorar)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Então, não volte mais























Olhei até f
icar cansado
De ver os meus olhos no espelho
Chorei por ter
despedaçado
As flores que estão no canteiro
Os punhos e os pulsos cortados
E o resto do meu corpo inteiro (8)
Titãs - Flores

Eu permaneci sentada, olhando você se afastar.Sinceramente não havia mais nada o que fazer.Eu estava morrendo, de dores e de amor.Mas tudo bem, eu aceitei sua partida como quem aceita um tapa.Covardemente e sem forças para retribuir a gentileza escondi meu rosto entre sorrisos inventados.
O tempo passou, e eu me acostumei com a sua ausência.Eu era uma brasa que esperava a sua volta para poder alimentar o fogo que aquece a alma.Mas, depois de muito tempo apagou.Decidi que não deveria mais esperar por aquele que jamais voltaria.
Eu era tão morna desde então, temperatura de vomito, realmente um ser nojento.Eu aprendi a não me amar, tanto quanto você não me amava.

E agora?Por que agora?Depois de tanto tempo, tanta lágrima, tanta cicatriz você quer reaparecer em minha vida?Eu estava tão habituada em ser um nada, em ser tão fria, tão boa nesse teatrinho, então qual o sentido de você voltar e me fazer congelar da posta dos pés até o ultimo suspiro?
Por favor foi o suficiente tudo o que sofri, tudo o que chorei, tudo de que abri mão para tentar voltar a viver.Suma, por favor, feche a porta quando sair e não faça barulho, sim?Não quero e nem devo aprender a sonhar novamente.Por favor fique longe de mim, respire, fique bem, mas fique longe.


quarta-feira, 14 de julho de 2010

Invernal






O vento soprava meus cabelos.E o frio deixava minhas bochechas rosadas.Abraçava a mim mesma, numa tentativa furtiva de me esquentar.Talvez todo aquele frio viesse do gelo que havia se formado em meu coração, que estava desacostumado a amar e receber o calor humano.
Então talvez fosse apenas isso, meu exterior refletindo o inverno que havia em mim.
Meus dedos congelam e perco a razão de escrever.Minhas ideias também congelaram.Não sei mais o que escrever.
Estou com frio e medo.Medo de o verão não chegar mais em mim.Medo de não ter mais a vontade de caminhar sobre o sol de janeiro de mãos dadas com meu amor.
Medo de acabar sendo apenas gelo.Aguá.Sem conteúdo, sem gosto.Apenas gelo.